segunda-feira, 16 de março de 2015

Desejo de participação, de afirmação da cidadania...

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... é o que vimos nas manifestações de rua desse domingo, 15 de março de 2015. Há 30 anos, este mesmo dia foi cenário da manifestação Diretas já!, que marcou a derrubada da ditadura militar. Ainda hoje, após 30 anos, há a necessidade de afirmar a cidadania contra um poder que a reduz. 

terça-feira, 10 de março de 2015

O debate sobre o impeachment


As manifestações iniciadas com o movimento contra o aumento das tarifas, em 2013, sinalizaram uma crise social. O escândalo do “petrolão”, em 2014, uma crise de ética da vida pública. E o ajuste financeiro proposto pelo governo, no início de 2015, uma crise econômica. Agora, as manifestações pró-impeachment apontam para o agravamento da crise política. É inútil o governo tentar explicar estas manifestações como “manobra da oposição”. A oposição a uma presidente eleita com apenas 51,6% dos votos válidos não é apenas um grupelho político. Dilma, para ter legitimidade com uma diferença de votos tão pequena, tem que demonstrar ser capaz de ser a governante de todos os brasileiros – e não só de seus eleitores – mas parece que está fazendo exatamente o contrário.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Publicar ou morrer: o drama do cientista brasileiro

 
A Ciência brasileira vive um momento dramático e que requer uma definição de rumo, com um número crescente de artigos publicados, mas com muito pouco impacto no cenário científico mundial, salvo raríssimas exceções. Estas exceções decorrem, em geral, de trabalhos de cientistas brasileiros que vivem no exterior ou têm forte participação em importantes equipes de pesquisa internacionais. Qual o caminho para mudar essa situação?

quarta-feira, 4 de março de 2015

Quando não é preciso morrer nem de vodca nem de tédio...

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Melhor morrer de vodca do que de tédio”: esta frase de Vladimir Maiakovsky (1893-1930) foi postada no perfil do Facebook do estudante do quarto ano de Engenharia Elétrica da UNESP, Humberto Moura Fonseca; o mesmo jovem que há alguns dias morreu após ter consumido 25 doses de vodca numa festa estudantil [1]. 
Se a vodca serve para fugir da morte por tédio, o que pode levar os jovens com uma vida aparentemente bem sucedida a morrer de tédio?

segunda-feira, 2 de março de 2015

O momento atual: partir de um acontecimento que exalta a dignidade da pessoa

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Diante da conjuntura atual brasileira, dos escândalos de corrupção, das dificuldades na economia, que vão se mostrando dificuldades também para a vida das pessoas, cresce a tendência de adquirirmos uma posição de comodismo frustrado (“o Brasil é assim mesmo”, “os políticos são todos iguais”, etc.) ou de uma raiva que se torna cada vez mais violenta. Sabemos, de antemão, que estas duas posições não constroem, mas, neste contexto, de onde pode nascer uma novidade real, um caminho de mudança?