quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Cláudio Pastro (1948-2016)


Nascido em 16 de outubro de 1948, em São Paulo, faleceu na última quarta-feira, dia 19 de outubro de 2016, às 02h26min, no Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo SP, o artista sacro Cláudio Pastro. O velório e o enterro aconteceram, no mesmo dia, no cemitério do Mosteiro Nossa Senhora da Paz, em Itapecerica da Serra/SP.
Cláudio Pastro, que estudou arte na Abbaye Notre Dame de Tournay (França), no Museu de Arte Sacra da Catalunha (Espanha), na Academia de Belas Artes Lorenzo de Viterbo (Itália), na Abadia Beneditina de Tepeyac (México) e no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, é considerado, por especialistas em arte sacra, no Brasil e no exterior, o brasileiro, atualmente, mais expressivo nessa área. Realizou diversos trabalhos em países como Itália, Alemanha, França e Espanha. No Brasil, também deixou sua marca em capelas, igrejas, catedrais, mosteiros e escolas, em projetos arquitetônicos, pinturas, vitrais, azulejos, altares e peças litúrgicas. Mas, certamente, seu trabalho mais importante, no país, teve início no ano 2000, quando assumiu a reforma da Basílica de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida do Norte/SP. Grande devoto da espiritualidade beneditina, Pastro era, inclusive, oblato dessa ordem religiosa. E, desde 2015, era integrante do Núcleo Cultural Lux Mundi.
Dom Odilo Pedro Scherer, Cardeal Arcebispo de São Paulo emitiu uma nota de pesar sobre o falecimento do artista: 
Claudio Pastro deixa um legado incomparável de arte sacra. Seus dons artísticos, somados à profundidade teológica e espiritual, faziam reluzir em suas obras o que de mais genuíno há na espiritualidade cristã. Pela arte, evangelizou; como leigo consagrado, ligado à vida contemplativa e à regra de São Bento, contribuiu largamente com seu testemunho de dedicação e amor para a evangelização da Igreja [1].

Notas:

domingo, 9 de outubro de 2016

Vamos aos fatos: as melhores notícias, muitas vezes, não chegam a nós


Mia Couto, escritor moçambicano, disse uma vez que um dos fatores que mais ajudam a estimular a violência nos tempos atuais é a produção do medo. O medo é produzido de muitas formas: pela solidão e fragmentação social, pela indústria de armas que estimulam de muitas formas as guerras... e também, de forma não menos importante, pela mídia que gera uma impressão generalizada de que tudo vai muito mal. Um estudo recente mostrou que noticiar exaustivamente os ataques terroristas e suicidas estimula outras pessoas a seguirem o exemplo.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

A qual poder pertencemos?


Nesse período marcado pela confusão e o descrédito acerca da política, propomos aqui uma síntese de algumas reflexões de Luigi Giussani acerca das relações entre o sentido do humano e a relação com o poder, conteúdo de uma conferência proferida por ele em Pádova (Itália), no ano de 1987, mas ainda hoje de grande atualidade.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

"Prefiro as FARC no Congresso do que causando dor"

Reproduzimos uma entrevista publicada no último dia 26 de setembro de 2016, no caderno Internacional de O Estado de São Paulo, que relata como a colombiana Fabiola Perdomo, mulher de um dos 11 deputados sequestrados e mortos pelas FARC, em 2002, ouviu o pedido de perdão dos guerrilheiro.


Por Fernando Simas

"Prefiro ver as Farc no Congresso, transmitindo suas visões por meio de palavras e debates do que vê-las no campo atirando e causando mais dor." Essa é a opinião de Fabiola Perdomo, mulher de um dos 11 deputados de Valle de Cauca sequestrados pela guerrilha em 2002. Como parte do processo de paz, há duas semanas, as Farc pediram perdão pela primeira vez e assumiram total responsabilidade pela morte dos deputados, ações que levaram Fabíola a ter certeza de que a guerrilha mudou e a decidir fazer campanha pelo "sim" no plebiscito de 2 de outubro para saber se a população ratifica o acordo. 

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Uma corda que canta

Em tempos de crise - econômica, política... mas, sobretudo moral -, Giussani, ao falar de duas obras de Heitor Villa-Lobos, acaba nos propondo um caminho de juízo: "A estética é um relacionamento, é um meio com o qual o Criador nos faz alcançar a sua ética. Alguém que não tem sensibilidade não tem ética. A beleza é o esplendor da verdade e a verdade é o esplendor do Pai. Só um fascínio de beleza move, comove. Sem estética, sem o choque estético, não é possível caminhar em direção à perfeição, amar a perfeição."
 
 
 
Por Luigi Giussani

Frequentemente ouço, sem me cansar, o Prelúdio n.1 e o Estudo n.11 de Villa-Lobos [1]. Dizem a mesma coisa, mesmo sendo peças diferentes: mais viva a primeira e mais dramática a segunda.