quarta-feira, 5 de abril de 2017

O canto que é experiência da fé

Às vésperas da Semana Santa de 2017, propomos mais esse texto de Luigi Giussani, tirado da Coleção Spirto Gentil. E, com Giussani, dizemos: "Que estes cantos, com o fascínio de sua beleza e verdade, com a facilidade com a qual provocam a comoção, introduzam o nosso coração estavelmente, eduquem o nosso coração à consciência da Sua Presença, à vibrante percepção do Seu amor por nós e o abram à resposta".



Por Luigi Giussani
Que impacto de beleza e de verdade nos dão estes cantos! [1] Que intensa e viva devoção provocam em nós. Comovem, movem a uma piedade sincera e profunda. A pietas filipina é a única verdadeira pietas popular do século XVI. São Filipe Neri soube suscitar um espírito religioso autêntico. E, de fato, estes cantos são a expressão de um coração profundíssimo e ao mesmo tempo simplicíssimo.

sábado, 11 de março de 2017

Brasil: uma história de pilhagem e de falta de amor ao trabalho


“Perde-se o Brasil, Senhor (digamo-lo em uma palavra) porque alguns ministros de Sua Majestade não vêm cá buscar nosso bem, vêm buscar nossos bens.”
As palavras de P.e Antonio Vieira pregadas em Salvador, em 1641, diante do Vice-Rei, Marques de Montalvão, possuem uma impressionante atualidade. Na continuidade do discurso, Vieira define a origem do mal que assombra o Brasil, a atitude de “tomar o alheio”. O alheio é o bem comum que não pode ser instrumentalizado em benefício de um único indivíduo. E usa a tradicional analogia da medicina do corpo para definir este mal como uma doença que acomete o coração da república e cria aquela desordem do corpo social e político que, por um lado, leva à impunidade (faltando a justiça punitiva) e, por outro, à injustiça (faltando a justiça distributiva). 

sexta-feira, 3 de março de 2017

O sentido da Quaresma


Por Luigi Giussani

Vem o tempo em que a Palavra, o discurso cristão deve nascer do nosso olhar pessoal para Jesus Cristo. De fato, Jesus é a palavra que está no ápice da meditação quaresmal. [1]

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

A misericórdia segundo Mel Gibson

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O filme de Mel Gibson Até o ultimo homem lançado em 2016, ano do Jubileu da Misericórdia, propõe, através da ficção cinematográfica, a memória de um acontecimento da Segunda Guerra Mundial, em um dos momentos mais sangrentos e desesperadores do evento bélico. Através desta reproposição, o diretor Mel Gibson parece querer reafirmar, através de um testemunho real, a possibilidade de vivenciar a Misericórdia num contexto que parece construído para negá-la, marcado pelo total embrutecimento humano que leva os homens a se destruírem reciprocamente e a inventar formas cada vez mais sofisticadas para fazê-lo, como evidenciado em muitas cenas do filme.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

É a ausência de um ideal que produz confusão

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Indiscutivelmente estamos vivendo tempos difíceis, e muitos são os sinais disso neste início de 2017. Diante das circunstâncias, podemos ser dominados por um senso de impotência e de desesperança que abriria as portas para a passividade e a indiferença.