
O pequeno Alfie Evans morreu no dia 28 de abril em Liverpool, depois de uma crise respiratória. No dia 9 de maio de 2016, Alfie Evans nasceu, em Liverpool, filho de Thomas e Kate James, na época respectivamente de 19 e 18 anos. Aos 14 de dezembro de 2016, a criança foi internada no Hospital Alder Hey devido a convulsões que lhe causavam sofrimento. Aos 3 de agosto de 2017, após meses de tentativas fracassadas de estabelecer um diagnóstico e consequente tratamento, os pais relataram que o hospital havia tomado a decisão de remover a ventilação por considerar a vida de Alfie de baixa qualidade. E aos 24 de agosto de 2017, Tom e Kate começaram a campanha do “Exército de Alfie”, procurando um hospital pronto para receber seu filho e um neurologista que pudesse fazer um diagnóstico. No dia 1 de dezembro de 2017, o hospital pediu à Corte Suprema para remover a ventilação. Para os médicos, “sua vida não faz sentido”... E aos 19 de dezembro, numa audiência pública na Divisão Familiar do Supremo Tribunal de Londres, o juiz Anthony Paul Hayden decretou que os aparelhos de ventilação artificial do Hospital deveriam ser desligados, pois segundo o Hospital Alder Hey o tratamento contínuo para a manutenção da vida “não seria do interesse de Alfie”. Os pais da criança, Tom Evans e Kate James lutaram em todas as instâncias do Judiciário para que o suporte artificial à vida de Alfie não fosse descontinuado e o bebê pudesse ser transferido para outro hospital, na esperança de ter sua condição diagnosticada com exatidão. Mas médicos e juízes juntos sob o já citado pretexto de estarem agindo “no melhor interesse” de Alfie, decidiram dar ao menino, simplesmente uma sentença de morte. Não quiseram deixá-lo sair do hospital. Não quiseram fornecer a alimentação necessária para a sobrevivência da criança. Os juízes da Corte inglesa não aceitaram a oferta da Itália que concedeu a cidadania italiana a Alfie para que ele pudesse ser cuidado no Hospital Bambin Gesù em Roma. “No melhor interesse de Alfie”, assim justificaram. Nem sequer quiseram receber a Diretora do mesmo hospital que viajou para Liverpool afim de discutir com os médicos a possível transferência da criança.