sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Irmã Mônica Castanheira, OSB: o conhecimento amoroso de Deus


A vida de irmã Monica Castanheira (04/05/1926 - 03/09/2018) testemunhou a experiência que santo Agostinho descrevera como conhecimento amoroso de Deus. Conhecemos sua sabedoria que nos alimentava e orientava com seus conselhos e sua inteligência profunda e sempre atenta e curiosa diante da realidade. 
Filha de um poeta e político de São João-del-Rey, Venâncio Castanheira, Mônica (Maria Teresa, no século) bebera da cultura religiosa e civil de sua cidade natal. Dotada de uma razão vivaz e aguda, iniciara sua busca pela Verdade quando, ainda muito jovem. Graduou-se em Filosofia na Universidade Católica de Belo Horizonte e frequentou os movimentos juvenis da Ação Católica. Mas, no percurso, se desvendou para ela o horizonte último dessa busca, pelo encontro com Cristo, a Quem dedicou definitivamente sua vida na vocação monástica beneditina, professando votos no dia 21 de janeiro de 1949. Pertenceu ao Mosteiro beneditino de Santa Maria em São Paulo e posteriormente participou da fundação do Mosteiro de Nossa Senhora da Paz em Itapecerica da Serra, cuja fundadora e primeira abadessa foi Madre Doroteia Rondon Amarante . 
Em Irmã Mônica o saber se iluminava pela humildade beneditina e era oferecido ao interlocutor acompanhado por um sorriso alegre, acolhedor e valorizador. Desse modo, Irmã Mônica acompanhou de modo discreto e atento o percurso do pintor Cláudio Pastro, a ele oferecendo constantemente o suporte de seu grande conhecimento bíblico e teológico, que inspirara as obras do artista, dentre as quais o grande Jardim do Paraíso que é o Santuário Nacional de Aparecida.
Apelidávamos a irmã Monica de madrinha pois efetivamente foi para nós mãe em Cristo: nos acompanhou e fortaleceu pela sua fé e oração em nossa caminhada, em todas as circunstâncias. Agora no Céu eternamente reunida aos seus grandes amigos, especialmente Madre Doroteia, Cláudio Pastro, Irmã Emerenciana, Irmã Paulina e Irmã Maria Beatriz e tantos outros, participa da alegria eterna e contempla face-a-face a Luz daquele Rosto que tanto amou e nos comunicou em sua vida.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

A amizade vocacional no casamento cristão

[*]

Os amigos verdadeiros são aqueles que se ajudam, um ao outro, a se encontrar consigo mesmo, a descobrir o verdadeiro eu de cada um, a reconhecer os talentos reciprocamente; assim como se ajudam no estudo, no trabalho e na vida. Para tanto, há duas formas estáveis de vida ou duas maneiras de viver a amizade na experiência da Igreja: o casamento cristão e a comunidade de consagrados.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

O que você e eu podemos fazer para mudar o exercício da política para melhor em 2018


Nosso país ainda não desenvolveu uma consciência política que permita um exercício maduro da democracia. Ninguém até hoje se preocupou efetivamente com o que fazem os políticos ou as leis que aprovam para seu próprio benefício. Por isso eles vêm fazendo o que querem e o que é mais vantajoso para eles há décadas. Esse post deseja informar sobre o quanto custa um senador para o Brasil e o que você e eu podemos fazer em 2018 para mudar essa situação.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Para considerar e guardar na memória


Há fatos que precisam ser considerados e preservados na memória da população brasileira, como a notícia do último dia 8 de agosto de 2017, de que os ministros do Supremo Tribunal Federal em votação aprovaram a solicitação de encaminhamento da proposta junto ao Ministério do Planejamento, quanto ao reajuste de 16,38% no próprio salário para 2019. Isto pode gerar uma fatura extra de até R$ 4 bilhões, a ser dividida entre os poderes da União e dos Estados, cálculo este feito pelas consultorias de Orçamento da Câmara e do Senado. 

terça-feira, 7 de agosto de 2018

A amizade como caminho para a realização de si


O que é o amor ou a caridade (...) senão o amor do Bem? O amor, porém, supõe alguém que ame e alguém que seja amado com amor. Assim encontramos três realidades: o que ama, o que é amado e o próprio amor. O que é, portanto, o amor se não uma certa vida que enlaça dois seres, ou tenta enlaçar, a saber: o que ama e o que é amado? [1]
Que ninguém diga: "Não sei o que amar". Que ele ame o seu irmão e estará amando o próprio Amor. Pois assim conhecerá melhor o amor com que ama do que o irmão a quem ama. Pode desse modo ter de Deus um conhecimento maior do que o do irmão. Sim, Deus torna-se mais conhecido, porque lhe está mais presente. Deus lhe será mais conhecido porque lhe é mais íntimo. Mais conhecido porque mais seguro. Ao abraçar a Deus que é Amor, abraças a Deus por amor. (...) Quanto mais livres estivermos do cancro do orgulho, tanto mais cheios estaremos de amor. Ora, de que está cheio quem está cheio de amor, senão de Deus mesmo? (...). "Deus é amor: aquele que permanece no amor, permanece em Deus e Deus permanece nele" (1Jo 4,16). (...) E o que ama o amor, senão o que nós mesmos amamos com amor? Esse algo é nosso irmão. [2]