terça-feira, 19 de março de 2019

"Há tempos são os jovens que adoecem"


Dizia Renato Russo em sua música:
A medida da maldade
Há tempos são os jovens que adoecem
Há tempos o encanto está ausente
E há ferrugem nos sorrisos
E só o acaso estende os braços
A quem procura abrigo e proteção
Meu amor, disciplina é liberdade
Compaixão é fortaleza
Ter bondade é ter coragem
Lá em casa tem um poço mas a água é muito limpa
Guilherme, um dos jovens assassinos de Suzano era filho de dois dependentes químicos e vivia aos cuidados do avô com dois irmãos menores. Tinha abandonado a escola e gastava muitas horas no final da tarde com seu amigo jogando videogames violentos, e provavelmente fazia parte de um grupo da obscura dark web onde transitam fóruns virtuais de traficantes de armas – esse mercado tragicamente florescente no contexto brasileiro atual. 
Esse fato chocante nos coloca uma pergunta: O que aconteceu com o nosso país, conosco e com as nossas famílias? Trata-se de uma crise educacional. 

domingo, 3 de março de 2019

Aprender com a experiência

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A morte de uma criança que se tornou famosa por ser o neto de um homem que já foi poderoso e agora está na prisão pelos erros cometidos... uma morte que, como ele mesmo o disse, vai contra a lógica natural das coisas, evoca-nos a memória de um célebre sermão que padre Antonio Vieira pregou numa circunstância parecida: a morte prematura de uma jovem princesa da corte portuguesa. No sermão, Vieira afirmava que este fato contrário ao natural ciclo das coisas, se refletido pela consciência humana, aponta para a caducidade e a vaidade do poder temporal e das aparências que, em muitos casos, se tornam metas da existência e da história humanas. Aparências como aquela do poder.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Luigi Giussani (15 de outubro de 1922 - 22 de fevereiro de 2005)


No aniversário do falecimento de Padre Luigi Giussani, em dia 22 de fevereiro de 2005, queremos lembrá-lo citando essas palavras ditas por ele durante um retiro pregado a um grupo de famílias, em 1985. 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Brumadinho e Flamengo: o que é o bem comum para a sociedade brasileira?


Este ano iniciou-se com eventos trágicos: a tragédia de Brumadinho, absurda reproposição do que ocorreu em Mariana em 2015, escancara perspectivas sombrias para o futuro. A situação de várias áreas de risco no território nacional; a ganância do sistema da mineração que desde o período colonial submete o Brasil à pilhagem mais desregrada, à qual se sobrepõe o mais recente predomínio da dimensão financeira e a decorrente e trágica inversão de valores. A morte dos dez jovens no container do Flamengo, chamado Ninho do Urubu, evidencia o modo perverso como se "fabricam" os jogadores para o futebol nacional e internacional, em função dos interesses de ganho dos clubes e de trocas economicamente rentáveis e com total descuido de seu bem estar e de suas vidas. No país, ao menos 1.774 pessoas morreram desde 2007 em acidentes aéreos, desabamentos, incêndios e naufrágios que poderiam ter sido evitados ou, ao menos, atenuados se regras tivessem sido seguidas, fiscalizações feitas corretamente e os alertas respeitados, como registrou o jornal O Globo, recentemente [1].  A segurança das pessoas é considerada pelas empresas como um custo a ser reduzido. Segundo o Procurador José Adércio Leite, que participa das investigações sobre o rompimento das barragens de Mariana e Brumadinho, o poder público não fiscaliza [2]. E, por outro lado, os princípios fundamentais da segurança dessas operações não são obedecidos pelas empresas.  

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Construindo o Brasil: A economia

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Ex nihilo nihil fit
Falência econômica, política e moral. Extremismo. Incomunicabilidade. Violência. Desde meados de 2016, com o auge da operação Lava-Jato e o impeachment da presidente Dilma Roussef por improbidade administrativa, é notável a interrogação que pulula na mente da acanhada parcela da nação brasileira que parece ter conservado um mínimo de prudência: como, diabos, chegamos até aqui? Ex nihilo nihil fit, diria Parmênides; nada surge do nada.