O filme de Mel Gibson Até o ultimo homem lançado em 2016, ano do Jubileu da Misericórdia, propõe, através da ficção cinematográfica, a memória de um acontecimento da Segunda Guerra Mundial, em um dos momentos mais sangrentos e desesperadores do evento bélico. Através desta reproposição, o diretor Mel Gibson parece querer reafirmar, através de um testemunho real, a possibilidade de vivenciar a Misericórdia num contexto que parece construído para negá-la, marcado pelo total embrutecimento humano que leva os homens a se destruírem reciprocamente e a inventar formas cada vez mais sofisticadas para fazê-lo, como evidenciado em muitas cenas do filme.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
É a ausência de um ideal que produz confusão
Indiscutivelmente estamos vivendo tempos difíceis, e muitos são os sinais disso neste início de 2017. Diante das circunstâncias, podemos ser dominados por um senso de impotência e de desesperança que abriria as portas para a passividade e a indiferença.
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terça-feira, 17 de janeiro de 2017
Banco-Móvel e WhatsApp: a genialidade humana que brota dos pobres e excluídos
Ninguém é tão pobre que não tenha nada para dar, nem tão rico que não tenha nada para receber. Duas experiências recentes dão testemunho da incomensurável genialidade do ser humano que, através do dinamismo da sua liberdade, pode sempre construir um mundo melhor. Por isso, devemos reconhecer a dignidade que cada ser humano possui, em qualquer condição ele se encontre; e por isso também devemos sempre respeitá-lo. A visão moderna – que, aliás, se inspira num sofismo grego – segundo a qual quem é rico tem dignidade e quem é pobre não tem (ou pelo menos não tem no mesmo nível) é falsa, ilusória e, sobretudo, não lê a realidade adequadamente.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
A busca do destino como epopeia
Refletindo sobre o momento atual brasileiro – de crise moral e política – e sobre o tempo de espera inaugurado com o início do Advento, propomos mais um texto da coleção Spirto Gentil, no qual Luigi Giussani nos lembra que “um povo nasce como companhia de homens que se põem juntos à procura do seu destino. E será a visão de um bem comum não genericamente entendido a manter um povo unido: aquilo que dá personalidade a um povo é um ideal, um bem comum como ideal, para além de todos os interesses possíveis e as necessidades a satisfazer”. Para falar dos Cantos Populares Russos, o autor ressalta ainda como eles buscam exprimir “o homem chamado à fé, mesmo que não o saiba”.
Por Luigi Giussani
O aspecto mais significativo para mim dos cantos populares russos é que eles nunca são o produto de um fenômeno individualista, mas fazem sempre referência a um acontecimento que tem como sujeito a pessoa como parte de um povo [1]. Aqui está, de fato, a diferença profunda entre indivíduo e pessoa: a pessoa é um indivíduo na medida em que pertence a um povo, isto é, a um pedaço de história paradigmático, no qual todo o fenômeno da história se realiza em um segmento circunstanciado de tempo e de espaço. Um povo nasce como companhia de homens que se põem juntos à procura do seu destino. E será a visão de um bem comum não genericamente entendido a manter um povo unido: aquilo que dá personalidade a um povo é um ideal, um bem comum como ideal, para além de todos os interesses possíveis e as necessidades a satisfazer.
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
Tempo de espera, vigilância, paciência e esperança
O tempo do Advento ou tempo da espera da vinda de Deus na carne, é um tempo litúrgico que tem a finalidade de nos estimular a experimentar a espera, aprender a vigilância (ou seja, a prestar atenção nas coisas que vivemos), a ter paciência e confiar com esperança que o Senhor conduz firme e completamente a história dos seres humanos, trabalhando divinamente (como Ele sabe fazer) a nosso favor.
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