quinta-feira, 24 de março de 2016

A festa da fé

Nesta Semana Santa, às vésperas da Paixão de Nosso Senhor, propomos um comentário de Luigi Giussani à peça de Antonín Dvorák, Stabat Mater. "'Fac ut ardeat cor meum in amando Christum Deum ut sibi complaceam' (...) Aquilo que faz o coração vibrar é o olhar de Cristo. Por isso, pedimos a Sua força. Faze que eu possa Te amar, aderir à Tua presença, dizer “sim”, obedecer-Te. Faze que o meu coração arda no amor a Ti."


Por Luigi Giussani

Em Nossa Senhora a adoração do nosso coração encontra o seu exemplo e a sua forma [1]. Com que intensidade nós a surpreendemos olhando Jesus, desde quando, pequeno, caminhava as primeiras vezes, até quando morreu, até quando parou de caminhar sobre esta terra depois de ressuscitado! Imaginemos o olhar com que Maria o fixava: que intensidade sem fim, sem limite, que consciência sem limite! E não compreendia ainda, salvo as misteriosas palavras ouvidas do Anjo: “Ele se chamará Emanuel”; Ele, de fato, salvará o seu povo, salvará cada um de nós.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Ideologia, poder e sentido dos fatos históricos

[*]

"Se lermos a definição de educação dada pelo mais famoso pedagogo soviético Makarenko, intuiremos com angústia a teorização consequente de um Estado representado pelos chefes do partido, que tem o direito de possuir e determinar o homem, como o mecânico com relação ao parafuso de sua máquina: 'A educação é a linha de montagem da qual sairá o produto do comportamento adequado às solicitações de quem organicamente incorpora e interpreta o sentido do devir histórico'. Quem 'incorpora organicamente e interpreta o sentido do devir histórico' é quem detém o poder no momento: trata-se, então, de uma total alienação da pessoa humana na concepção ideológica da sociedade manejada pelo poder" [1].